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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Distribuição Regional

Não há dúvida de que a caracterização geográfica do País está intimamente ligada à distribuição das formas instrumentais. Ou será ao contrário?

Ernesto Veiga de Oliveira apoia-se na divisão que Orlando Ribeiro faz em Portugal: Atlântico, Transmontano e Mediterrâneo. " (...) Sob o ponto de vista paisagístico e cultural especial e muito geral, distinguiremos em Portugal, ao norte do Tejo duas áreas fundamentais por um lado, as terras do planalto alto e leste transmontano e beirão, marcadamente arcaizantes e pastoris, fechadas em si mesmas até épocas muito próximas, na vastidão de um horizonte severo e áspero, e onde formas de vida extremamente antigas eram (e são ainda em muitos casos) a atmosfera quotidiana;

por outro lado, as terras baixas a ocidente da barreira central, do Minho ao Tejo, populosas, conviventes, intensamente humanizadas, abertas a todas as influências e naturalmente impelidas para fórmulas mais progressivas, embora imersas ainda em inúmeros sectores culturais, no seu ambiente tradicional. O Alentejo, sob certos aspectos, prolonga a sul, o panorama pastoril do planalto; a cultura regional reflecte uma personalidade original muito forte, e é também acentuadamente tradicional, mas a marca do espaço é ali mais sensível do que a do tempo. E no Algarve, por seu turno, inversamente, condições paralelas às que apontamos nessas regiões nortenhas ocidentais estão na base de um ambiente que sob certos aspectos, se assemelha ao dessas terras..."

Minho

No Minho os instrumentos mais importantes são os conjuntos instrumentais das Rusgas, da Chula, e também dos Zés-Pereiras.

Trás-os-Montes

Em Trás-os-Montes, além dos conjuntos instrumentais do Gaiteiro e Tamborileiro. Tem também importância o Pandeiro, membranofone de forma quadrangular, geralmente tocado pelas mulheres a acompanhar todo o género de cantares de festa.

Beira Litoral

Também nesta região, além do conjunto instrumental dos Zés-Pereiras e do Fado (de Coimbra), teve particular importância a Viola Toeira nomeadamente na região de Coimbra, onde hoje infelizmente já não existe nenhum tocador.

Beiras Interiores (Beira Alta e Beira Baixa)

Sobretudo na Beira-Baixa, o Adufe é o instrumento mais importante da região. Ele é aí tocado com grande maestria, imaginação e paixão, tanto em festas profanas como religiosas, alvíssaras da Páscoa e Romarias. A Flauta Travessa e a Palheta são passatempo individual de pastores. Na região do Fundão tem grande importância os Bombos. A Viola Beiroa, além das funções de passatempo, era também um instrumento cerimonial usado na Dança da Genebres e outras que tinham lugar na festa da Senhora dos Altos Céus, na Lousa, e nas Folias do Espírito Santo, de grande importância nesta região.

Estremadura

Na Estremadura, o Acordeão, se bem que seja um instrumento muito difundido por todo o país, tem um lugar muito especial nos bailes acompanhando o fandango, o passecate, o verde gaio, a contradança, etc. Também a Gaita-de-foles é um elemento imprescindível dos Círios da região. Em Lisboa tem grande destaque a Guitarra Portuguesa e o Violão, por vezes acompanhado pelo Violão Baixo, no conjunto do Fado (de Lisboa).

Alentejo

No Alentejo existem três formas instrumentais: Tamboril e Flauta na região além Guadiana. O Pandeiro quadrangular e a Pandeireta, mais a norte da província. Mais a sul, a Viola Campaniça como instrumento acompanhador do canto e animador dos bailes da região.

Algarve

No Algarve além dos instrumentos de tuna e do Acordeão, na região da serra encontra-se com frequência a Flauta Travessa, feita de cana.

Açores

Os instrumentos mais importantes das ilhas dos Açores são as violas com dois tipos distintos: a Viola Micaelense, com a boca em forma de dois corações, e a viola Terceirense, com a boca redonda. Ambas se usam em ocasiões festivas a solo ou a acompanhar o canto e a dança, nas romarias, aos serões. Também nas festas do Espirito Santo, de grande importância em todas as ilhas, os Foliões, grupos de tocadores que acompanham os vários momentos da festa e tocam o Tambor da Folia, juntamente com o Pandeiro, fuste de pandeireta sem pele, na ilha de S. Miguel. Nas ilhas de S. Maria, Flores e Corvo o acompanhamento do tambor é feito com os Testos, pequenos pratos metálicos que se batem um contra o outro.

Madeira

Na Madeira têm grande importância os conjuntos formados pelos instrumentos de corda: a Viola de Arame, o Rajão e a Braguinha e a Rabeca ou Violino, que acompanham os cantadores e a dança nas festas públicas que se realizam na ilha.

Fonte: compilação de textos recolhidos e adaptados da internet

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