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Dadas as naturais e habituais dificuldades que todos os
Grupos de
Folclore sentem para sobreviver ou fazer sobreviver a respectiva
actividade ao longo dos anos, é inevitável a necessidade de serem
encontrados apoios financeiros e outros fora dos recursos financeiros
próprios já existentes na respectiva conta bancária.
Assim, importa que os responsáveis pela organização tenham consciência
do tipo de apoio que necessitam e se os vão conseguir angariar, para que
não venha a acontecer não puderem, durante ou após a realização do
Festival de Folclore, honrar os compromissos assumidos: disponibilizar
as condições – em quantidade e/ou qualidade - acordadas com os Grupos
convidados, liquidar as despesas efectuadas, etc.
A dimensão da iniciativa (neste caso, um Festival de Folclore) deve
estar de acordo com os meios disponíveis ou que haja garantia de virem a
ser disponibilizados, para que não aconteça “fazer-se tudo em grande” e
depois não haver dinheiro para pagar. Temos de ter sempre o cuidado de “não
dar um passo maior do que a perna”.
3.1.- As
entidades a quem solicitar os apoios
Há entidades públicas e privadas que podem/devem e costumam
disponibilizar apoios financeiros e/ou logísticos para a realização de
Encontros/Mostras ou Festivais de Folclore, desde que a entidade
organizadora saiba, em devido tempo, solicitar os mesmos e respeitar as
regras definidas por aquelas: as Autarquias Locais (Juntas de Freguesia
e Câmaras Municipais), a Fundação INATEL, o IPDJ (Instituto Português do
Desporto e Juventude), etc. Não esquecer as empresas públicas e
privadas, as empresas locais, particularmente as integradas no chamado
“comércio tradicional” e, porque não, alguns “mecenas” a título
individual!
Se as entidades ou organismos públicos têm, normalmente, prazos
pré-definidos para a apresentação dos pedidos de apoio financeiro e/ou
outro, relativamente às entidades privadas importa que os pedidos sejam
feitos com bastante antecedência, para evitar que a rubrica do orçamento
eventualmente definida para apoiar este tipo de iniciativas não esteja
já esgotada quando for apresentado o pedido de apoio.
Deve ser diversificado ao máximo o tipo de entidades a quem é enviado o
pedido de apoio, de forma a tentar garantir o maior número possível de
entidades apoiantes.
3.2.-
Como solicitar apoios financeiros e outros
O documento através do qual a entidade organizadora apresenta o pedido
para que uma determinada iniciativa seja apoiada deve ser elaborado com
cuidados redobrados, para assim evitar que o mesmo seja de imediato
recusado e até deitado ao caixote do lixo, independentemente da
qualidade ou valia da iniciativa.
Este deve, como é evidente, ser apresentado por escrito,
preferencialmente, por ofício/carta (dactilografada ou impressa e nunca
escrita à mão) ou, em alguns casos, por correio electrónico.
Costuma-se dizer que “os olhos também comem”, e no assunto que
estamos a abordar é muito importante o aspecto visual/gráfico do ofício
ou correio electrónico através do qual é apresentado o pedido de apoio
financeiro: tipo e tamanho de letra (de fácil leitura e nem grande nem
muito pequena), sem erros ortográficos (nunca!), sem erros gramaticais
(nunca!), com frases simples e directas, e, finalmente, com parágrafos
curtos.
O texto também não deve ser muito extenso e deve apresentar, de forma
clara e sucinta, essencialmente o seguinte: qual vai ser a iniciativa,
quando e onde se vai realizar (brevíssimo historial/apresentação), quem
vai participar (particularmente quando há Grupos vindos do estrangeiro),
o que se solicita e qual ou quais as contrapartidas que se
disponibilizam (divulgação/publicidade da empresa, etc. através de
tarjas ou faixas colocadas junto ao palco ou local da realização, na
brochura, no cartaz, …). |