|
Os
Festivais de Folclore, independentemente da designação formal
que possam assumir (Encontros, Mostras, Galas, Certames, Festas,
etc.), são, essencialmente, manifestações públicas de arte
tradicional popular, onde os Grupos participantes têm oportunidade
de mostrar a todos os presentes as
danças,
cantares e instrumentos
musicais, os trajes e adereços,
assim como os usos, costumes e tradições
características das respectivas
regiões. |
|
Ou seja, um Festival de Folclore não pode ser visto ou entendido como um
tempo ou um espaço que permite a apresentação (apenas e em exclusivo)
das danças, dos cantares e dos trajes regionais, mas é um momento onde também se pode
e deve apresentar alguns usos, costumes e tradições. Uma cantiga
característica de uma “malhada”, de uma “espadelada”,
"desfolhada", etc., acompanhada
por uma “representação visual” desse mesmo trabalho agrícola, cabe dentro de um
Festival de Folclore e até o enriquece do ponto de vista etnográfico,
desde que sejam respeitados os tempos atribuído a cada Grupo e a dinâmica do mesmo.
António Cabral escreveu um dia que "Um grupo folclórico (ou rancho
folclórico, etnográfico) é por inerência da sua constituição uma força
ao serviço da investigação, defesa e promoção dos valores patrimoniais
da comunidade em que se insere, no campo específico das tradições orais
(…)."
Ora, quando um Grupo Folclórico participa em Festivais de Folclore
está a levar mais longe essa sua missão, ao divulgar e valorizar
publicamente, na sua localidade, na sua região ou noutra qualquer, e
até mesmo no estrangeiro, os “valores patrimoniais da comunidade
onde se insere”.
Ao mesmo tempo, os Festivais de Folclore são razão suficiente
para uma abundante, e quase inesgotável, troca de conhecimentos e
experiências entre os participantes, permitindo, também, o reafirmar de
laços de amizade e solidariedade entre os Grupos intervenientes. |