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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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  Manual de Boas Práticas para os Agrupamentos de Folclore - Propostas (4)

Sérgio Fonseca
Director Técnico do Grupo Etnográfico de Lorvão

Proposta II – Encontros / Festivais de Folclore: Recomendações

Todos temos consciência da grande quantidade de Encontros, Festas e Festivais de Folclore, realizados no nosso Pais. Foi sem duvida um grande crescimento muito grande nos anos 90.

Se a quantidade é satisfatória, sobremaneira preocupante a qualidade de muitos desses Festivais, por isso apresento como sugestão e proposta uma série de recomendações:

1.- Programa bem estruturado e programado, tendo muita atenção aos horários. Não devem existir tempos mortos;

2.- Sessões solenes bem planeadas e bem orientadas, se possível em local onde todos os participantes do Festival possam assistir e participar;

3.- Tentar ter um local centralizado para os autocarros não ficarem muito longe de todo o evento.

4.- Refeições bem cuidadas e em abundância, com menus apropriados e se possível servidas em local onde todos se possam sentar;

5.- Não é aconselhável fazer a refeição trajados, até porque não estão á vontade e corre-se o risco de por em causa a boa preservação e manutenção dos trajes.

6.- Trajo/Trajar -  Quando o grupo já estiver devidamente trajado, deve ser revisto pelo seu director técnico ou um adjunto para ver se está tudo em ordem e em conformidade, pois nota-se em alguns grupos os trajos ou com bainhas descosidas, coletes sem botões, trajos de homens sem chapéus ou outro adorno que tape a cabeça, etc... etc...

7.- Desfile – Só se justifica de dia e quando há publico  a assistir, devendo o percurso ser bem estudado. Na grande maioria dos Festivais que conheço, o desfile só contribui para o descredito do Folclore;

8.- Palco – Recomenda-se 10x10 com um patamar ao fundo, separado e mais alto cerca de 25 cm, com 2x10. Deverá ter duas zonas de acesso nas laterais, rampeadas com inclinação necessária para que as entradas e saídas sejam rápidas e naturais;

9.- Iluminação – Se possível branca colocada de forma que os elementos e os trajos que envergam possam ser apreciados pelo publico;

10.- Som – Devem ter cuidado na contratação dos técnicos do som, de forma a melhorar significativamente os Festivais. Devem ter no mínimo 6 a 8 microfones de boa qualidade e sempre de tripé  e não  suspensos por fios;

11.- Hora do espectáculo – O espectáculo deverá ter  horário para começar  e para terminar. O tempo ideal será de 2 horas. Devem ser programadas de forma a terminarem cerca da meia noite, já que salvo raras excepções, a partir dessa hora já não há público;

12.- Se a entrega das lembranças, for efectuada antes do espectáculo, devera ser breve. Para isso terá que ter uma preparação prévia sem lacunas. Se houver lugar a discursos, sensibilizar as entidades para intervenções curtas;

13.- Apresentador – A escolha deverá  ser criteriosa de forma a que a pessoa escolhida, contribua com a máxima prudência na condução das representações, evitando os longos historiais e os imensos comentários sem conteúdo e desapropriados, que induzem o público para juízo  de valor  menos favorável. A apresentação deve ter em primeiro lugar o aspecto lúdico e o segundo o do espectáculo, porque assim, fica mais valorizada a representação Etnográfica e Folclórica.

14.- Número de Grupos – Cada Encontro, Festa, ou Festival deverá ter 5 a 6 grupos com o organizador;

15.- Logística – Em termos de logística deve estar bem coordenada. Guias preparados para receber os grupos, e a primeira impressão que se dá da organização é chegar um grupo convidado e sentir que está a ser bem recebido. Os guias devem ser portadores de toda a informação e horários  do evento para que tudo se desenvolva o melhor possível;

16.- Local para trajar – A Organização, se possível, deve ter instalações com sanitários para que os Grupos se possam trajar, sem dar aquela imagem de circo nos passeios e ou na ruas.


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Intervenção apresentada no 1º Encontro Nacional de Folcloristas Internautas - Vila Real (Delegação do IPJ) 8.11.2003

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