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Grupos e Ranchos Folclóricos: o que representam, como se organizam
e como se relacionam com outras áreas da Cultura Popular
(5)
 

 

Manuel Palhoco
 Elemento do Grupos de Danças e Cantares BESCLORE

(Continuação...)

Que futuro?

Existe hoje um grande número de jovens a fazer investigação, dentro e fora das Universidades, cujos trabalhos são totalmente desconhecidos do movimento folclórico.

É verdade que os grandes investigadores; Leite Vasconcelos, Abel Viana; Giacometi, Veiga de Oliveira, Jorge Dias, e muitos outros; foram fundamentais para o início deste movimento mas, muito se está fazendo e muito está ainda por fazer.

Os Grupos e Ranchos de Folclore debatem-se há muito com dificuldades integrar tocadores de alguns instrumentos tradicionais como; a Rabeca, o Pífaro (nas suas várias versões), a Gaita-de-foles, a Harmónica (mais conhecida por gaita-de-beiços e que quase desapareceu), etc., etc.

Paralelamente, tem-se desenvolvido nos últimos anos um significativo movimento de pessoas e associações que se dedicam ao estudo, preservação e divulgação dos vários instrumentos tradicionais.

Muitas dessas Associações têm vindo a criar oficinas de construção e escolas de aprendizagem para alguns destes instrumentos.

Perante estes dados colocam-se-nos algumas perguntas:

- Qual é a ligação organizada dos Grupos e Ranchos de Folclore com estas Associações de defesa da música tradicional, dos fabricantes de instrumentos tradicionais, etc.?.

- Qual é a ligação dos Grupos ou Ranchos de Folclore com os Museus de Etnografia, Etno-musicologia, Universidades ou Institutos que têm cursos ou desenvolvem investigação nestas áreas?.

O futuro passa também por aqui.

É necessário desenvolver parcerias com todos estes agentes de defesa do nosso Património Histórico e Cultural.

Só assim os Grupos serão Agentes Culturais de “corpo inteiro” e só assim estarão em condições de reivindicar, em definitivo, o lugar a que têm direito na preservação da Cultura Popular Portuguesa.

Estas são também algumas das condições para que se possam apresentar Projectos candidatos aos fundos previstos no Plano Operacional para a Cultura .

E todos sabemos como tão necessário é o apoio financeiro, venha ele de onde vier. O do POC tem a vantagem de exigir parcerias e mecanismos de controle que garantem algum rigor nos objectivos. 

Tendo consciência das limitações e das fragilidades desta apresentação, não tenho contudo dúvidas em afirmar que: Este é o caminho.      


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Intervenção apresentada no 1º Encontro Nacional de Folcloristas Internautas - Vila Real (Delegação do IPJ) 8.11.2003

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