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(Continuação...)
Que futuro?
Existe hoje um grande número de jovens a fazer investigação, dentro e
fora das Universidades, cujos trabalhos são totalmente desconhecidos do
movimento folclórico.
É verdade que os grandes investigadores; Leite Vasconcelos, Abel
Viana; Giacometi, Veiga de Oliveira, Jorge Dias, e muitos outros;
foram fundamentais para o início deste movimento mas, muito se está
fazendo e muito está ainda por fazer.
Os Grupos e Ranchos de Folclore debatem-se há muito com dificuldades
integrar tocadores de alguns instrumentos tradicionais como; a Rabeca, o
Pífaro
(nas suas várias versões), a Gaita-de-foles, a Harmónica (mais
conhecida por gaita-de-beiços e que quase desapareceu), etc.,
etc.
Paralelamente, tem-se desenvolvido nos últimos anos um significativo
movimento de pessoas e associações que se dedicam ao estudo, preservação
e divulgação dos vários instrumentos tradicionais.
Muitas dessas Associações têm vindo a criar oficinas de construção e
escolas de aprendizagem para alguns destes instrumentos.
Perante estes dados colocam-se-nos algumas perguntas:
- Qual é a ligação organizada dos Grupos e Ranchos de Folclore com estas
Associações de defesa da música tradicional, dos fabricantes de
instrumentos tradicionais, etc.?.
- Qual é a ligação dos Grupos ou Ranchos de Folclore com os Museus de
Etnografia, Etno-musicologia, Universidades ou Institutos que têm cursos
ou desenvolvem investigação nestas áreas?.
O futuro passa também por aqui.
É necessário desenvolver parcerias com todos estes agentes de defesa do
nosso Património Histórico e Cultural.
Só assim os Grupos serão Agentes Culturais de “corpo inteiro” e só assim
estarão em condições de reivindicar, em definitivo, o lugar a que têm
direito na preservação da Cultura Popular Portuguesa.
Estas são também algumas das condições para que se possam apresentar
Projectos candidatos aos fundos previstos no Plano Operacional para a
Cultura .
E todos sabemos como tão necessário é o apoio financeiro, venha ele de
onde vier. O do POC tem a vantagem de exigir parcerias e mecanismos de
controle que garantem algum rigor nos objectivos.
Tendo consciência das limitações e das fragilidades desta apresentação,
não tenho contudo dúvidas em afirmar que: Este é o caminho.
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