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Introdução
Este texto, demasiado sumário para a importância do tema, tem como única
pretensão relançar o debate sobre alguns aspectos, que não são
totalmente novos (há mais de 10 anos que alguns folcloristas debatem
este assunto) mas, fruto da inércia de muitos e a oposição de outros,
tem vindo a cristalizar e a prejudicar o desenvolvimento e a afirmação
dos grupos de folclore.
O facto de ser “demasiado sumário”, tem duas razões que quero desde já
deixar explicitas:
- em primeiro, porque não sou um estudioso da matéria, sou antes um
interventor que se questiona sobre as origens das nossas debilidades;
- em segundo lugar, porque o desafio para esta intervenção, apresentado
pelo amigo José Pinto, grande entusiasta e obreiro deste Encontro, surge
numa altura em que tenho um conjunto de trabalhos em curso que não me
permitiram dedicar mais algum tempo para passar ao papel um conjunto de
observações e de interrogações que os anos de actividade folclórica me
têm proporcionado.
Todavia, em face da importância que este Encontro pode ter na discussão
e na reorganização de que tanto carecem alguns dos nossos Grupos e
Ranchos Folclóricos, aceitei o desafio e passarei de seguida a enunciar
alguns aspectos que considero fundamentais para essa “reviravolta”,
permitindo a esta actividade afirmar-se no movimento cultural e exigir o
lugar a que tem direito e nem sempre tem sabido exigir e merecer.
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Grupo e/ou Rancho Folclórico
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O
que representam
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Organização dos Grupos e Ranchos de Folclore
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Que futuro?
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