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O Calendário
Gregoriano
Para
corrigir o erro, entre o ano solar e ano civil, que no ano de 1582
(D.C.) já era de 10 dias, (o equinócio da Primavera que deveria ser em
21 de Março de 1582 ocorreu em 11 de Março) o Papa Gregório XIII, pela
sua Bula Inter Gravissimas de 24 de Fevereiro de 1582, ordenava a
reforma do Calendário, para um ano trópico de 365,2425 dias.
Nesta
reforma os anos bissextos sucedem-se de 4 em 4 anos (Fevereiro com 29
dias). Todos os anos seculares são anos normais, (1.700, 1.800, 1.900)
excepto os divisíveis por 400 ( 1.600, 2.000 ) que são ou serão anos
bissextos.
Para
se conseguir a devida correcção, o dia a seguir a 04 de Outubro de 1582
( quinta-feira), foi o dia 15 de Outubro de 1582 ( sexta-feira). Desta
maneira a diferença entre o ano civil e o natural ( solar ) não atingirá
um dia em menos de 5.000 anos.
O
Calendário Gregoriano é também chamado Calendário Cristão porque
considera a data do nascimento de Cristo como a data de começo. As datas
da Era Cristã, são também designadas por AD ( Anno Domini ) e DC (
depois de Cristo ). No entanto o nascimento de Cristo originalmente dado
para 25 de Dezembro, 1 DC, é hoje assumido como em 4 AC.
A aprovação desta Reforma foi imediata ( 04 de Outubro de 1582 ) em
Portugal, Espanha e Roma. Em França e Holanda foi aprovada em Dezembro
de 1582. Na Áustria em 1583, nos Estados Católicos de Alemanha e Suiça
em 1584, na Polónia em 1586.
Foi aprovada na Hungria em 1587 e em 1700 pelos Estados protestantes de
Alemanha e Suiça. Foi aprovada na Inglaterra e Suécia em 1757, em 1918
na U.R.S.S., em 1923 na Grécia e na Turquia em 1923.
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