Grupo Etnográfico da
Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura

Foi em 1983, por altura das festas concelhias locais, que o Grupo Etnográfico da ACRD de Paredes de Coura se deu a conhecer. Inspirado no extinto Grupo Folclórico Miguel Dantas, o Grupo Etnográfico procurou uma recolha fiel de danças, de canções e de trajes do concelho de Paredes de Coura, sendo esse trabalho contínuo. Tem participado em inúmeros festivais, dentre os quais refira-se o Festival Folclórico do Alto Minho. O Grupo Etnográfico foi responsável pela organização do segundo festival (1992), que se veio a lograr um verdadeiro êxito, e pelo do corrente ano (realizou-se em Junho último).

Quando é chamado para actuações para festas e diversos actos de instituições públicas e de solidariedade social da região, nunca nega a sua comparência, e está sempre presente quando é necessário.

Já participou em várias gravações: áudio e também vídeo, possuindo uma gravação em cassete áudio com todos os temas do seu repertório. O grupo é composto por dançadores, tocata, cantadeira, cantadores, coro e também figurantes. Como exemplos do seu repertório, mencione-se: chula de Paredes de Coura, malhão de Paredes de Coura, chula dos montes, e em especial uma dança muito apreciada por todos os que a vêem a ser executada: o fandango de Paredes de Coura, que é uma dança de bailado por excelência entre homem e mulher. A forma como a tocata realiza o número e a forma rítmica como os pares executam as danças, conferem-lhe um estatuto especial entre as danças deste grupo. O Grupo Etnográfico conta com diversas actuações na região, por todo o país e estrangeiro. Como se pode ver, o Grupo é um digno embaixador da cultura courense, da cultura minhota, e da cultura portuguesa.

Em todas estas actividades desempenhadas, o principal objectivo é o reconhecimento do seu trabalho, e a alegre confraternização de todos os seus membros.

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Traje de Noivos -"Visconde de Mozelos"
Homem - Fato preto, camisa e meia branca, sapato preto de cordão e chapéu.
Senhora - Saia e casaca preta com barra de veludo bordada a lantejoulas e vidrilhos, com rendas nos punhos; avental de veludo com renda e bordado a missangas; lenço de cabeça de seda branco; chinelas pretas de couro; no braço um xaile preto de franja. Em dias de sol era usado com uma sombrinha branca.

Traje de luxo – Senhora da Casa do Outeiro
Homem - calça preta; camisa branca com gola de trincha, bordada nos punhos, e na frente a "espinha de peixe", em vermelho e azul escuros; casaca preta com duas fiadas de botões brancos; meia branca com sapato preto ou botins, em couro
Senhora - saia preta, geralmente comprida, com barra de veludo bordada a vidrilhos; avental de veludo bordado e com rendas; blusa branca com gola redonda com os punhos rematadas a rendas; casaca preta bordada a missangas; chinelas pretas com meia branca rendada;

Traje domingueiro ou de ir à Feira de Paredes
Homem - calça preta, camisa branca de trincha bordada nos punhos e na frente; colete preto sendo as costas de fazenda quadrejada; sapato preto e meia branca;
Senhora - saia preta comprida com barra bordada; blusa branca; colete de tecido fantasia ornado a fita algodão de cor a condizer, justinho no corpo, apertando na frente com cordões de algodão; lenço de merino ou  chinês; chinela preta com meia branca ; podem usar pequenas cestas ou condessas.

Traje de Trabalho
Homem - calça de estopa ou de cotim, camisa de riscado; calçavam socos abertos de pau e couro, com ou sem meias de lã;
Senhora - saia de chita ou riscado, comprida; blusa também de chita; avental a condizer; socos de pau e nos trabalhos, em dias de sol, usavam os chapéus de palha;

 

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