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Rogas (1)
“Vão rapazes e raparigas com suas bagagens em sacos, às costas, e a broa
em cestos para as vindimas do Alto Douro. Quando entram nas povoações
começam a tocar, a contar e a dançar e assim as atravessem, detendo-se
mais às portas das vendas. A música consta de rabeca ou harmónio, viola,
ferrinhos e bombo. A dança é a chula.
Observei isto nos concelhos e Mesão Frio e Baião. São as rogas.
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Cantiga:
Fui ao Doiro, à vindima,
Não achei que vindimar,
Vindimaram-me as costelas,
Foi o que eu lá fui buscar. (Moimenta
da Beira)
Também diziam, em Moimenta, aos que vão para as vindimas, por
trabalharem estes muito e passarem mal:
Ninguém vá ao Doiro,
Que fica lá a pele e o coiro!
”
(in
Etnografia Portuguesa, Dr. José Leite de Vasconcellos, Vol. V –
pág.628)
Outro texto sobre as
rogas
(in
Alto Douro – terra de vinho e de gente, A.L. Pinto da Costa, Edições
Cosmos, Lisboa 1997, pág.287 e 288)
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