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Rogador – indivíduo que vivia fora
da região vinhateira do Douro, mais concretamente nos limites serranos
do Alto Douro (Beira Alta e Trás-os-Montes) e que, a pedido (por escrito
ou pessoalmente) de um médio ou grande proprietário de vinhas, todos os
anos «arregimentava» o pessoal necessário para a vindima (pessoas
rogadas – ao conjunto destas pessoas dava-se o nome de
rogas). |
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“De
casa em casa, na taberna ou no fim da missa, ao Domingo, o rogador
apalavrava homens, mulheres, rapazes e raparigas em número pretendido e
ajustava com eles as condições de trabalho, a alimentação e o salário.
Tarefa nada custosa, de resto, pois que a vindima era por eles
considerada uma «romaria à terra do vinho». Efectivamente, essa faina
apresentava-se para a gente serrana como uma oportunidade única não só
para ganhar uns réis ou uns escudos, mas também para se divertir,
escapar por uns dias ao controlo familiar, encher a barriga de uvas e de
conhecer novas terras. Certos pais aproveitavam até o ensejo para
iniciarem os filhos no trabalho assalariado.”
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