[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]   [ FAQs ]   [ Registar site ou blog ]   [ Enviar informações ]   [ Loja ]   [ Contactos ]

 
Pub
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
Pub
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
BLOGUES

Assine o Feed do Blog

Assine o Feed do Blog

Assine o Feed do Blog
 

 
 

 

Pub  
   
»» Gastronomia Regional / Tradicional - "Sabores do Sul" (Algarve) Pub


Sabores do Sul (*)
A cozinha algarvia vive de memórias ancestrais fenícias, romanas e árabes. Um caldeirão de sabores onde pontificam os peixes, a alfarroba e os doces de amêndoa.

 

São memórias intemporais as que nos levam à descoberta da cozinha regional algarvia. A costa sul de Portugal foi habitada desde a pré-história e até à fundação de Portugal por fenícios, gregos, cartagineses, celtas, romanos e árabes. O legado destes povos é visível na forma como as matérias-primas nativas da região foram construindo uma identidade gastronómica própria, inspirada na alimentação do Mediterrâneo. A localização do Algarve, engastado entre uma zona serrana e o miradouro atlântico por onde se estende, é o segredo desta cozinha marítima de baixos recursos e ao mesmo tempo rural e acolhedora. Desvende este património milenar com um pé na água e os olhos na serra.

Alfarroba

É uma herança árabe que chegou ao Algarve como al-harruba e se tornou aos longo dos séculos um dos produtos mais versáteis e típicos da região. Das vagens firmes obtêm-se licores, farinha, pão e os imperdíveis doces regionais onde a alfarroba se destaca pelo resultado sublime que é o seu casamento com o figo. Até as cascas servem para alimentar gado, à semelhança do que se fazia no século XIX quando eram exportadas para Gibraltar. A ligação ao sabor do cacau permite substituí-lo em receitas de chocolate, pois é mais doce e tem bastante menos gordura.

Atum

A história da indústria conserveira local tem um percurso longínquo e rico. O atum desempenha um papel secular na mesa algarvia. Além do bife de atum fresco, também as diversas partes do peixe, seja em conserva ou seco, são aplicadas em diversos petiscos como a moxama, a estupeta ou o sangacho. O atum fez parte daquele que terá sido o primeiro produto gastronómico português, o garum ibericum. A pasta feita a partir da fermentação de visceras de atum, cavala e pequenos peixes, e temperada com especiarias, era enviada do Algarve para Roma, onde era muito valorizada pelos romanos.

Figos

A tradição do figo na gastronomia local é de raízes imemoriais. Talvez os cartagineses tivessem sido os autores do povoamento das terras com figueiras. Os figos de Cartago têm reputação firmada desde o Império Romano, onde estiveram ligados à III Guerra Púnica. Depois dos romanos foram os árabes que os promoveram a prato principal na cultura popular. Um punhado de figos fornecia a energia necessária para enfrentar um dia de trabalho. Hoje é um mimo que se pode encontrar como ingrediente de aguardentes e licores, na doçaria regional ou em compotas. O encontro com eles numa mesa do barrocal é inevitável e imperdível.

Caldeirada

Começou por ser uma forma de aproveitar os peixes mais pobres. Desde os fenícios que os habitantes locais perceberam quão generosa em vários tipos de peixe podia ser a costa algarvia. O atum e a sardinha eram destinados à salga, de fora ficavam peixes de textura mais mole como a raia, o tamboril, o safio, a pata-roxa ou o pampo. Eram com eles que os pescadores faziam uma mistura engenhosa que ia ao lume em camadas intercaladas de batata, pimento e tomate, cozinhada sem se mexer, num tacho tapado, criando uma espécie de estuga, em latim caldaria: daí o nome de caldeirada. Outra forma de confecção e apresentação mais cuidada utiliza a cataplana.

(*) Texto de Fortunato da Câmara, retirado de Revista TABU / Sol, nº204


Página seguinte>>>
 


Pub  

 

 


Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 

Pub



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2010  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster