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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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As refeições no tempo dos nossos "Avós" - BEIRA (2)


Vila de Almeida

Os trabalhadores do campo tomam entre o almoço, que é pelas 7,30 horas, e o jantar, que é ao meio-dia, uma refeição leve chamada ingorra, que consta, por exemplo, de queijo ou azeitonas ou carne com pão.

Rapa, concelho de Celorico da Beira

Petica, petiquita e também parva e mastiga, de manhã - Pão e azeitonas ou queijo com vinho ou aguardente.
Almoço, às 8 horas - Caldo, batatas e azeitonas, sem vinho. Nas ceifas é mais abundante.
Em certos serviços, como no do linho e das ceifas, comem às 10 horas.

Jantar, pelo meio-dia - Caldo, feijão, batatas e conduto (carne, bacalhau, sardinhas). O conduto por excelência é a carne e o enchido. Vinho. Isto, o habitual; o tipo de jantar varia um pouco com os serviço.
Merenda, às 16 horas, nas ceifas e malhas - Uma almofia (bacia grande) de feijão, temperado com azeite e vinagre, e outra de alface, bacalhau frito ou carne, papas de milho, às vezes com mel e açúcar. Vinho.
For disso e refeição é constituída pão e azeitonas ou pão e queijo, sem vinho.
Ceia, ao anoitecer: nas ceifas - Batatas com azeite e vinagre e papas de milho. Fora disso, caldo e batatas e azeitonas, sem vinho, como no almoço.
Comida - É o termo geral empregado.
Há comidas especiais, como, por exemplo, as fritas dos baptizados, em que são indispensáveis o arroz-doce e os coscoréis.
A refeição nocturna de quem jejua é a consoada, mas consoada é também a ceia do Natal.
Alforge - É o alforge com a comida, «leva bom alforge», «comida de alforge»; mas não se diz «comer o alforge».
Estar em jejum ou com fome diz-se «estar em reque». Expressões sinónimas desta: «Estar a tocar harpa», «Estar com as tripas aos estoiros», «Estar com a barriga a dar horas», «Estar-se-lhe a fazer o luar pardo».

Fonte: J.Leite de Vasconcelos - Etnografia Portuguesa - Vol. VI - p.397 e seg.
 

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