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Chegando ao cais da vila, salta a malta com o andor e põe-se em procissão
até à igreja matriz onde exposta fica a padroeira durante esse dia e o
seguinte, quando nova romagem aquática remete ao isolamento a Senhora «até
ao ano que vem».
O arraial fica adesivado a este ritual, contém a alegria das comidas e
bebidas, das rifas e das compras nas barracas da paróquia ou dos
comerciantes ambulantes.
Vale a pena visitar o Museu da Baleia, picolino mas honesto, ou ir à banhaça
na Prainha ou no «cais da Junta», numa enseada de água tão límpida que deixa
contar as pedras do fundo.
Há pouco mais que fazer: ou render-se ao culto da mãe natureza através do
seu elemento líquido, ou perfilar o respeito religioso, rezando no templo de
ar abafado pela frequência demasiada em tão limitado espaço, e onde os
cheiros a cera queimada, a «humanidade» e a incenso contribuem para uma
mística que se adivinha semelhante à dos primórdios do cristianismo, quando
se reuniam os fiéis nas catacumbas romanas.
Hábito novo é impor um palco no meio de tudo isto, onde actuam músicos «pimbas»
ilhéus e outras atracções. Uma coisa é certa: a inopinada beleza do desfile
marítimo torna a visita indispensável. |