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A
tradicional Feira de Santo André remonta a sua origem, muito
provavelmente, para além do nascimento do reino portucalense.
A mais
antiga referência documental às festividades de Santo André aparece-nos
já no tempo medieval do Foral Afonsino, datado de Fevereiro de 1152.
Os
privilégios de Feira Franca assumiram, nesta Vila, um estatuto especial
no século XVI, quando aparecem protegidas, por força da lei régia do
foram manuelino de 27 de Novembro de 1513, várias isenções de portagens
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entrada na Vila para produtos tão diferentes e utilitários como o pão
cozidos, o vinho, o sal, a fruta verde, a hortaliça, a linhaça, os
legumes verdes, o pescado, o vinagre, o trigo centeio, a cevada, o
milho, o painço, a aveia, a cal, o gado cavalar e muar, as queijadas, os
biscoitos, os farelos, os ovos, o leite, o gado montado, o gado miúdo,
os panos de lã e de linho, os azeite, o mel, a casca, o sumagre, a obra
de carro, etc.
Com o
advento da República, e o fim dos privilégios reais das feiras francas,
a Feira de Santo André foi perdendo a sua importância secular, quase
desaparecendo por completo na década de setenta do século XX.
A partir
de 1989, a Câmara Municipal de Mesão Frio volta a recuperar a sua
tradição, e a feira de Santo André tornou-se novamente, durante quinze
dias (finais de Novembro e inícios de Dezembro), o ponto de encontro de festeiros e comerciantes no antigo burgo de
Mesão Frio.
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