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É a dança rainha do Alto Minho. As arrecadas e os fatos minhotos ajudam
a completar o cenário. Dispostos em roda os pares de braços erguidos,
vão girando vagarosamente no sentido contrário ao dos ponteiros do
relógio. Os homens vão avançando e as mulheres recuando. A situação
arrasta-se até que a voz de um dançador se impõe, gritando 'fora' ou
“virou”. Dão meia-volta pelo lado de dentro e colocam-se frente-a-frente
com a moça que os precedia. Este movimento vai-se sucedendo até todos
trocarem de par, ao mesmo tempo que a roda vai girando, no mesmo
sentido. Mas este é apenas o mais simples dos viras de roda, pois outros
há com marcações mais complexas. E são muitos os nomes em que se
desdobram: vira, fandango de roda, fandango de pares, ileio, tirana,
velho, serrinha, estricaina, salto, entre outros. Viana é famosa quando
se trata de encenar o vira. Mas não é a única. Chegamos à região de
Braga e logo nos surge o 'vira galego´, “despido da opulência
primitiva", como o caracterizou, Pedro Homem de Mello.
Caminhamos pela costa em direcção ao sul e o vira não desiste. A par do
vira enérgico do Minho, vamos encontrar o vira de seis em terras de
pescadores.
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