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(Continuação...)
A senhora cozinheira,
Ela cozinhava bem;
Punha a candeia na escada
Para falar ao seu bem.
No dia da segada, o bem da senhora cozinheira não podia deixar de ser
todo o conjunto de segadores.
Ó senhora cozinheira,
Ponha a candeia na escada;
Venha ver os segadores
Quem vem da sua segada.
Agradecimento
Ao regressar a casa, havia quem não se descuidasse de fazer um grande
ramo com as melhores espigas de centeio e umas florinhas silvestres a
embelezá-lo. Era ele a oferta para a dona da casa, a senhora cozinheira,
aquela que se esmerava por apresentar as melhores iguarias. E chegava a
haver seis ou sete refeições durante o dia, desde o amanhecer até á
noite.
“Andava o arroz pelas poulas”, dizia o povo. E explicava-se: bom momento
na vida do lavrador; a fartura e a fidalguia em tempos de pobreza.
É claro: a hora da colheita é de alegria; e a segada era na realidade
uma verdadeira festa.
Ao entrar no povo tinha de se dar conta, o mesmo é dizer: dar a conhecer
ao público que se fez a segada de fulano.
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