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(Continuação...)
Regresso a casa
A CAMARADA significava, na região norte de Portugal, o conjunto de todos
os intervenientes na segada: homens, mulheres e crianças. Normalmente
era um grupo numeroso, porque o trabalho da ceifa, violento e demorado,
fazia-se por entreajuda de parentes, amigos e mesmo benfeitores que
ajudavam desinteressadamente.
Ao fim da segada, que poderia demorar mais do que um dia, havia uma
satisfação grande por terminar aquele trabalho tão penoso e feito ao
longo de todas as horas do dia e debaixo de um sol abrasador.
Comia-se bem e bebia-se melhor, para apagar a sede e evitar a
desidratação, pelo muito que se transpirava.
Era uma festa. Por isso, cantava-se:
Primeira quadra:
À entrada desta rua,
Logo me cheiraram rosas;
Logo meu coração disse:
Aqui há moças formosas.
Outras quadras seriam intercaladas ou introduzidas pela aldeia fora.
Eu hei-de ser dos primeiros
A subir a escaleira,
Para darmos “uma viva”
À senhora cozinheira. (Roriz)
“Uma viva”: curiosa mudança de género. |