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Calendário Agrícola >>
Na vinha... |
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Janeiro
Mergulhar vide, podar e meter bacelo. Limpar as cepas até às raízes
principais, descascando-as à mão ou com raspadores apropriados, as
quais devem, em seguida, ser pinceladas ou pulverizadas com caldas
ferro-cálcidas ou oleosas, indicadas para o efeito. Desinfectar (com
produtos apropriados) as videiras que foram atacadas pela fumagina ou
pelo algodão. |
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Fevereiro
Prosseguir com as fertilizações
iniciadas no mês anterior. Reparar bardos, lateiros e ramadas,
substituindo ou endireitando os esteios e esticando ou consertando os
arames. Iniciar a enxertia, utilizando castas apropriadas, nos locais
abrigados. Cortar as raízes que surjam por cima da soldadura do
enxerto. |
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Março
Conclusão
da poda nas zonas mais frias e nas regiões mais atreitas a geadas
tardias. Prosseguir as enxertias com as castas mais apropriadas,
recorrendo às colecções oficiais por oferecerem garantias para a
obtenção de garfos.
Combate às nóctuas e aos pulgões com os produtos químicos indicados
para o efeito.
Início dos tratamentos contra o míldio e o oídio com sulfate de cobre
e enxofre. |
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Abril
Proceder
à adubação das vinhas cansadas. Proceder aos respectivos tratamentos
contra o míldio, oídio e outros inimigos das videiras. |
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Maio
Continuam os tratamentos
contra o míldio e o oídio, devendo prestar-se a maior atenção a
qualquer elevação de temperatura acompanhada de humidade, que pode
provocar rápido desenvolvimento de fungos. |
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Junho
O
mês de Junho é um dos meses mais críticos para a vinha do ponto de
vista da sua sanidade. O míldio, se ataca, pode destruir a produção
pela invasão dos cachos, que faz cair e abortar. E o oídio se o tempo
é favorável, não mais os abandona até que pinta o bago. A calda cúprica
ou as caldas de fungicidas orgânicas de síntese continuam a aplicar-se
preventivamente; o enxofre usa-se curativamente, quando o oídio se
manifesta.
O esladroamento deve proceder a desfolha, porque às vezes a eliminação
de um ladrão, ou mamão basta para evitar o corte das folhas; os ladrões
não aproveitados para formar varas de poda, são quebrados normalmente
com o polegar e o indicador, e nunca esgarçados. |
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Julho
Ainda se fazem enxofras e
sulfatadas, efectuadas consoante as necessidades.
Se além do calor próprio da época também caírem chuviscos, ou houver
névoas, as curas repetem-se amiudadas vezes.Desfolhar em volta dos
cachos, não deixar que estes fiquem expostos à incidência directa dos
raios solares.
Empar os bardos nas ramadas ou latadas, não cortar as pontas das varas
para não comprometer a actividade das videiras. |
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Agosto
Executar a desparra, que não deve ser excessiva, para que a maturação
das uvas se faça nas melhores condições. Não deixar de tratar e
inspeccionar os excertos, amarrando-os, esladroando-os e, até se
necessário, regando-os. Manter, ainda, a vigilância contra a possível
ocorrência de ataques do míldio e do oídio, prosseguindo com os
tratamentos adequados. |
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