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Quando os materiais não absorvem a água facilmente, como por exemplo
pedaços de madeira, mato pouco triturado, etc., há que os regar e calcar
bem durante 2-3 semanas, para se impregnarem antes de os juntar na
pilha.
Em princípio, será preciso proceder a várias regas durante a
compostagem. A cobertura da pilha ajuda a manter a humidade.
Temperatura.
A temperatura não deve ser superior a 65-70º C. As reações oxidativas
provocadas pelos microrganismos libertam calor. Se houver uma
proliferação muito rápida da actividade microbiana, haverá grande
produção de calor.
A temperatura deve ser controlada, se a temperatura mostra tendência de
ultrapassar aqueles valores há que a baixar: regando, revolvendo ou
introduzindo na pilha matéria orgânica com uma relação Carbono/Azoto
(C/N) mais alta. Para medir a temperatura usam-se termómetros
apropriados. Na falta destes, pode-se introduzir uma barra de ferro ate
ao interior da pilha e aguardar alguns minutos. Se for difícil aguentar
a mão ao agarrar a sua extremidade, então o calor é excessivo.
A
pilha deve ser coberta. Isso servirá para evitar a penetração da chuva e
a dissipação de calor. Os materiais para cobertura mais utilizados são a
terra, as palhas, plástico perfurado e outros materiais porosos.
Uma temperatura excessiva dá origem a um composto de má qualidade. Há
meios de evitar isso, tais como um reviramento, uma rega, ou a
introdução de palha ou outra com baixa razão C/N.
Quando a temperatura é insuficiente, há pouca actividade microbiana. Ou
porque o inóculo inicial de microrganismos decompositores é fraca, ou
porque não há matéria orgânica suficiente com baixa razão C/N (MO mais
azotada) para permitir a sua rápida proliferação. Ou ainda porque não há
ar para as oxidações da matéria orgânica. Existem assim várias soluções
possíveis:
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Adicionar material azotado (cortes de relva, ervas, adubos orgânicos
azotados,...).
- Arejar.
- Proteger de frio excessivo com uma cobertura.
A medição da temperatura faz-se com um termómetro apropriado. Como
alternativa, utiliza-se uma barra de ferro que se introduz até ao
coração da pilha durante alguns minutos. Caso seja difícil aguentar a
mão na extremidade quente, então a temperatura estará decerto acima de
70º C.
Escolha do local para a compostagem
A pilha de compostagem não deve ficar exposta directamente ao sol ou ao
vento, para que não seque, nem à chuva, para não ficar sujeita a
lixiviação de nutrientes. Um local levemente ensombrado e com cortinas
contra o vento pode ser conveniente para não deixar secar demasiado a
pilha.
O local escolhido para a compostagem deve ser próximo daquele em que o
composto ira ser utilizado. Poderá ser necessário ter água perto pois a
chuva pode não ser suficiente para humedecer a pilha convenientemente.
A forma e o tamanho da pilha de compostagem também influenciam a
velocidade da compostagem, designadamente pelo efeito que tem sobre o
arejamento e a dissipação do calor da pilha. O tamanho ideal da pilha
pode ser variável. O volume deve depender do sistema e das tecnologias
de compostagem utilizadas.
A pilha muito baixa não composta bem e não aquece rapidamente. Por isso,
nos locais muito frios pode ser preferível pilhas mais altas. Pelo
contrário, as pilhas demasiado altas, podem tornar-se demasiado quentes
e matar os microrganismos responsáveis pela compostagem e podem ficar
muito compactas diminuindo o arejamento no seu interior.
No caso de se proceder a compostagem em pilhas baixas e longas (windrow)
então a altura
deverá ser menor e o comprimento maior. |