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Tanoaria
Arte e Utilidade – reunidas numa só palavra, Tanoaria.
País vinhateiro, Portugal tem como característico o processo da
concepção do vinho. Passando por tarefas múltiplas, desde a colheita à
vindima, a saga culmina no armazenamento que exige técnica e engenho,
contribuindo para a reconhecida qualidade da famosa seiva. |
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O tanoeiro torna-se, assim, figura representativa de toda uma região que
se alimenta, indiscutivelmente, da azáfama vinícola.
Cuidadosamente escolhida a madeira, de carvalho, ela é cortada,
demolhada e trabalhada a jeito e a preceito com a forma desejada, as
tábuas encurvadas, ou aduelas, formam o corpo, os aros de ferro são-lhe
colocados, nascendo o receptáculo cilíndrico e bojudo, berço perfeito de
uma criação perfeita – as pipas ou vasilhames semelhantes.
De diferentes tamanhos e portes, pipos, barris, pipas e tonéis,
conservam de forma natural o vinho, mantendo as suas características
inalteráveis, ou mesmo acentuando-as na sua mais completa perfeição,
como o exemplo mais vivo do
Vinho do Porto, cuidadosamente gerado na
Região Demarcada do Douro.
Com carácter utilitário, as vasilhas adueladas assumem também uma função
decorativa. Aliando a rusticidade e a arte de forma harmoniosa, elas
surgem com as mais variadas adaptações, mantendo com sentido, a
existência e persistência desta actividade. |