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Croças
Croças, capas feitas de colmo ou junco, usadas por camponeses e
pastores, para resguardo da chuva e do frio.
A parte nordeste do distrito de Vila Real assume uma tipicidade de clima
bastante acentuada, as temperaturas atingem valores, ora muito altos,
ora muito baixos. Diz a boca do povo – “três meses de Inferno, nove
meses de Inverno”. Muito especialmente os meses de Inverno, exigem
aos autóctones uma forte capacidade de resistência e adaptação ao meio. |
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Assim, é desse mesmo meio que retiram, de forma natural, o que a terra
produz e transformam-no em vestuário. Estamos a falar do junco, planta
espontânea que, uma vez apanhada, malhada, molhada e seca, entrelaçada e
moldada à forma e tamanho desejado, faz nascer a capa típica do nordeste
transmontano.
A croça assume-se como verdadeiro abrigo de quem tem de enfrentar as
intempéries e o trabalho do dia a dia, de um povo corajoso, de uma terra
rude e única.
O engenho de um povo é tão acentuado que adopta também as chamadas
polainas, resguardo da perna e da parte superior do calçado,
manufacturadas segundo o mesmo processo das croças. |